Mostra fotográfica Desatando Nós evidencia mulheres que venceram a violência doméstica

Divina Helena Gomes da Silva, Francisca Maria Fernandes da Luz, Luziene Batista Pereira, Maria Marcileia Gomes Contreiras Saldanha e Mônica Negrão Teixeira, mulheres que venceram o preconceito, os momentos de baixa autoestima e enfrentaram uma sociedade, ainda, muito machista.

Elas enfrentaram um caminho difícil desde a primeira agressão até a decisão em denunciar seus agressores, mas foram atendidas pelo Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública no Tocantins (DPE-TO), recebendo apoio jurídico e psicológico e tornando-se fortes para conseguirem vencer a violência doméstica.

A história de superação dessas mulheres está retratada na exposição fotográfica Desatando Nós, que já passou pelo Capim Dourado Shopping e segue do dia 22 de maio ao dia 03 de junho na Assembleia Legislativa do Tocantins (AL-TO).

A Mostra reúne 22 fotografias de mulheres com a direção de imagens realizada pela repórter-fotográfica da DPE-TO, Loise Maria.

“Foi um privilégio muito grande fotografá-las. No momento em que estávamos no estúdio, realizando o ensaio, pude sentir uma empatia por elas, já que se trata de mulheres que superaram um ciclo de violência e que socializaram, por meio das imagens, os seus próprios sofrimentos. Para mim foi uma experiência única e levarei para o resto da minha vida”, disse a fotógrafa responsável pelo ensaio, Loise Maria.

“Queremos encorajar as mulheres que sofrem violência a denunciarem e fazê-las entender que é possível superar o ciclo de violência. Queremos também motivar essas mulheres, provando que existe vida, após a violência e que para romper isso é preciso enfrentar e denunciar. A exposição tem um papel educativo maravilhoso”, disse a coordenadora do Nudem, a defensora pública Franciana Di Fátima Cardoso.

Assistidas 

“Se uma não fizer frente, as outras não vão. Hoje eu me considero uma mulher vitoriosa e completamente feliz ao lado do meu marido e dos meus filhos. Antes eu não tinha coragem de me olhar no espelho e hoje eu já consigo, por isso estou muito feliz, disse Francisca Maria Fernandes da Luz, uma das fotografadas.

Outra que também tem sua imagem exposta na mostra é Marcileia Gomes Contreiras Saldanha que, emocionada, descreveu um pouco sobre como é se ver nas fotos. “É, antes de qualquer coisa, uma emoção indescritível e única. É também uma honra fazer parte de um projeto que eu sei que vai ajudar e encorajar muitas mulheres, tirando-as do silêncio e isso é o mais importante porque a violência não pode ficar no silêncio. Estamos colocando a nossa cara, aqui, para que as pessoas percebam que isso não é vergonha. A vergonha é pra quem pratica a violência, nós somos as vítimas”, enfatizou Marcileia que chorou a se ver na primeira fotografia.

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